O Médico

Simers comemora 90 anos na defesa dos médicos

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) comemora 90 anos, em 2021, mantendo inalteradas suas bandeiras: defesa da atuação dos médicos e o desenvolvimento de ações em prol da categoria, sendo muito presente em todas as frentes alusivas ao exercício da profissão.

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À frente do sindicato desde 2019, a sua gestão enfrenta a pandemia de Covid-19, que ensejou um grande desafio para a categoria. O vice-presidente, Marcos Rovinski, lembra que 20 colegas perderam a vida no Estado em decorrência da contaminação enquanto trabalhavam na linha de frente, e que um mural com os nomes de todos foi inaugurado na entrada do prédio principal da entidade.

“O Simers é uma representação feita de médicos, por médicos e para médicos”, define o atual presidente da entidade”.

Marcelo Matias, presidente do Simers na gestão 2019-2021

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A história da entidade começa quando, em 20 de maio de 1931, um grupo de médicos se uniu para lutar por melhores condições de trabalho para a categoria e defender seus interesses profissionais. “Em junho daquele ano criou-se um Conselho Deliberativo que elegeu a Comissão Executiva para dirigir a entidade até o ano de 1934. Desta forma, cada integrante da comissão, composta por Gabino da Fonseca, Mario Totta, Octavio de Souza, Plinio Gama, Guerra Blessmann e Moyses Menezes, presidiu a entidade por seis meses”, destaca a historiadora do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM), Gláucia Kulzer, ao salientar que a instituição oferece exposição online com a trajetória completa do Simers pelo link do museu .

“O primeiro estatuto do sindicato foi rascunhado pela primeira diretoria aperfeiçoado ao longo dos anos. Em Assembleia Geral Extraordinária, o texto final foi apresentado no dia 21 de outubro de 1940”.

Gláucia Kulzer, historiadora do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM)

Em 1932, o decreto 20.931 estipulou que, no Brasil, somente seria permitido exercício da Medicina por profissionais habilitados. Assim, os diplomas deveriam ser registrados e os locais de trabalho informado às autoridades sanitárias locais e quem não cumprisse o decreto seria penalizado. Esta foi a primeira conquista do Simers, fazendo com que os médicos gaúchos se registrassem no órgão responsável, a Diretoria de Higiene e Saúde Pública.

Atualmente, a entidade atua em cinco regiões do Estado, com 33 delegacias e cerca de 180 colaboradores e dispõe de serviços jurídicos e previdenciários aos associados. São quatro prédios em Porto Alegre, sedes pelo interior, tudo para simplificar a vida dos médicos.

A regionalização é uma das ênfases do Simers, nesta gestão. De acordo com a diretora geral e coordenadora da regionalização, Alessandra Felicetti, as conquistas resultam da dedicação e do empenho de todos na busca de melhores condições de atuação dos colegas. Ela enfatiza, ainda, que a entidade estará ainda mais próxima dos médicos dando continuidade à essência da luta da entidade sobretudo em relação ao respeito ao Ato Médico, à Valorização, à Autonomia e às Condições de Trabalho e Segurança adequadas.

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