O Médico

Revalida e qualificação do ensino nas faculdades de Medicina são importantes bandeiras da entidade

Há 90 anos, em maio de 1931, quando o Sindicato Médico do Médico do Rio Grande do Sul (Simers) foi fundado, a intenção era de regular a profissão médica. A principal questão, à época, estava relacionada com a presença de pessoas sem formação adequada atuando como médicos. Existia uma ideia positivista durante este período de que quem se dissesse médico poderia trabalhar como tal, mas, no ano seguinte, houve a promulgação da primeira lei que regulava a profissão médica no Brasil e que determinava a realização de um exame para a validação do diploma aos médicos que viessem do exterior.

No entanto, a própria história da entidade médica mostra que este problema vai e volta. “Nós temos médicos suficientes no Brasil e ainda existem pessoas querendo fazer com que alguns profissionais entrem pela porta dos fundos para atender a população brasileira, sabe-se lá de que jeito”, afirma o vice-presidente do Simers, Marcos Rovinski.

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Mais recentemente, temas como o Revalida e a obrigatoriedade de aprovação em Exame Nacional de Suficiência em Medicina como um dos requisitos necessários para o exercício da profissão em território nacional, reascenderam esta discussão. O Simers acredita na manutenção do processo de revalidação de diplomas médicos obtidos no Exterior para garantir a qualidade dos atendimentos de saúde à população. Assim, tem trabalhado muito em nível nacional para que o Projeto de Lei 3252/20, que trata da aceitação temporária e emergencial dos médicos formados fora do país não seja aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).

Para o diretor de Projetos Especiais do Simers, Vinícius de Souza, a intenção de flexibilizar a revalidação dos diplomas deixa evidente o quanto os políticos que propõem tal medida estão alheios à realidade da saúde no país. “Quando vamos pedir uma comida, comprar um produto, usar um aplicativo de mobilidade, a gente quer o quê? Queremos o melhor. O mais bem avaliado. Por que nunca conseguimos trazer esse mesmo critério das necessidades do dia a dia para a área saúde?”, indagou. Em seu entendimento, estes critérios precisam ser levados em consideração por quem dita as regras e a legislação.

No entendimento da entidade, o Projeto de Lei 4667/2020, sobre o referido exame de suficiência, culpabiliza o estudante pela qualidade da formação oferecida pelas Universidades. A diretora do Simers Bruna Favero classificou como fundamental a sociedade estar ciente sobre estas novas propostas que vão refletir na qualidade do atendimento que irão receber. “O Simers, além de se preocupar com o médico, sempre se pauta pela proteção dos pacientes. Por isso, defende que os médicos estudem em faculdades bem estruturadas”, destacou.

“Desde quando entramos na faculdade de Medicina, estamos buscando a melhor formação possível.”

— Júlia Adame, diretora do NAS

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Pela perspectiva acadêmica, a diretora do NAS Júlia Adames reforçou a conduta da busca por excelência. “Por lidarmos com a saúde e a vida, precisamos de instrumentos que qualifiquem os profissionais que fazem parte do nosso mercado de trabalho a melhor referência”.

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