O Médico

Regionalização tem sido fundamental para vitórias no interior do Estado

Potencializar as ações do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) no interior do Estado é uma das principais bandeiras da atual gestão da entidade. Assim que assumiu, a diretoria concentrou as demandas dos municípios que ultrapassam a Região Metropolitana em um grupo de trabalho que descentralizou a sua atuação jurídica e política para o enfrentamento de questões recorrentes nestas localidades. Após o sucesso desta iniciativa, o segundo passo foi dividir as responsabilidades por cinco regiões, com diretores e assessores específicos.

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 “Agora temos uma equipe completa, com profissionais das áreas política, jurídica, comercial, relacionamento, comunicação e marketing. Capitaneado por membros da nossa diretoria, cada time trabalha junto dos delegados das localidades. Desta forma, conseguimos agilizar os trabalhos e garantir vitórias consistentes e de forma mais assertiva”, explica a diretora-geral da entidade.

Algumas importantes conquistas do Simers após a regionalização

Problemas como atrasos de pagamentos, necessidade de reformulações ou elaboração de contratos de trabalho, número reduzido de profissionais e violência cometida contra a categoria estão entre as principais queixas recebidas pelo Simers em relação aos municípios do Interior.

Entre inúmeras denúncias de escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), carência de profissionais e dificuldades nas escalas de trabalho, a pandemia também gerou outras dificuldades ao trabalho médico. Na Fronteira Oeste, por exemplo, o diretor Danilo Soares destaca a intensa mobilização do Simers junto às autoridades de São Gabriel para que a Santa Casa local recebesse ampolas de medicamentos do chamado kit intubação para pacientes com Covid-19.

Neste sentido, a entidade conseguiu que fosse implementada no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Passo Fundo, a obrigatoriedade da utilização de máscaras N95. Na avaliação da diretora da Região Norte do Simers, Sabine Braga Chedid, é um grande avanço e um reflexo da atuação da entidade na busca de condições mais adequadas para o exercício da profissão. Na mesma cidade, o Simers garantiu a vacina contra Covid aos residentes e solicitou a retificação de edital de chamamento público a inclusão de médicos com idade superior a 65 anos ou que apresentem alguma comorbidade para atuação no município.

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A formalização de contratos a regularização de honorários dos médicos de Três de Maio foi um dos principais triunfos na região Noroeste. O diretor Willian Adami enfatiza que este foi o resultado de um trabalho de quatro meses de negociação com o Hospital São Vicente de Paulo e que o acordo legal apresenta um maior respeito e equilíbrio de atribuições entre as partes, prevendo multa em caso de atraso nos pagamentos e possibilidade de rescisão, por parte dos médicos, se houver falta de pagamento de salários por um prazo superior a 60 dias.

No Sul do Estado, diretora Daniela Alba e equipe trabalharam para que os médicos da Unidade de Pronto Atendimento Areal, em Pelotas, conquistassem dois importantes avanços: a contratação de mais um plantonista e o aumento de seus honorários. Além disso, em Camaquã, intervenção do Simers possibilitou que médicos que atuam no Samu Avançado e Remoção assinassem contratos de prestação de serviços.

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Em Tupanciretã, o Simers obteve vitória com o estabelecimento do Regime Específico de Trabalho, incluindo remuneração por metas de atendimento. Após a intensa atuação da entidade médica, a administração municipal foi sensível à causa e instituiu a opção de os médicos aderirem ao regime de 120 atendimentos por mês para aqueles que possuem carreira de 20 horas semanais.

Uma das grandes conquistas da Região Metropolitana ocorreu na atuação em prol dos radiologistas da Santa Casa de Porto Alegre. A interferência da entidade contribuiu para a desistência da administração do hospital em alterar os contratos de trabalho dos radiologistas e evitar a precarização dos acordos já existentes. Em audiência com o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4-RS), o diretor Jefferson Boeira ponderou que não era possível se negociar sem que sejam apresentados, com transparência, todos os critérios relacionados ao objeto da transação.

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