O Médico

Médico gaúcho recebe prêmio em Tóquio

Em pleno andamento dos Jogos Olímpicos em Tóquio, no dia 26 de julho, o professor e geriatra Emílio Moriguchi, da Unidade de Geriatria do Serviço de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) recebeu premiação da Fundação Japonesa de Apoio a Atividades Sociais Voluntárias, presidida sempre pela primeira dama, esposa do Primeiro Ministro Japonês.

“Certamente é uma honra para mim, para a minha família e para todos nós, do Brasil, pois são somente cinco reconhecidos e premiados no mundo, sendo dois médicos: um brasileiro (eu) e um médico japonês atuando nas ações humanitárias na África.”

Professor e geriatra Emílio Moriguchi

Médico gaúcho recebe prêmio em Tóquio 2

O reconhecimento é concedido aos japoneses que realizam atividades sociais voluntárias humanitárias pelo mundo. Este ano, em comemoração aos 50 anos da Fundação, foram escolhidas as cinco pessoas mais representativas do momento atual do espírito voluntário no mundo.

Além do notável currículo profissional como médico, pesquisador e professor, o homenageado possui sólidas qualificações familiares: é filho do lendário Yukio Moriguchi, pioneiro na geriatria do Rio Grande do Sul, responsável pela criação do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), da PUCRS; e neto de Shizuo Hosoe, primeiro médico japonês enviado ao Brasil em 1930 para acompanhar os imigrantes no país.

E é justamente o fator familiar – que contempla o ambiente e o estilo de vida – que Moriguchi considera um dos principais segredos do envelhecimento com qualidade de vida, aliado com genética, exercício físico, alimentação saudável e hábitos que rejeitam o fumo e a bebida alcoólica em excesso.

Médico gaúcho recebe prêmio em Tóquio 3

Em recente palestra virtual sobre “Envelhecimento com sabedoria”, na Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, em Porto Alegre, ele recorreu a comprovações práticas de pesquisa que realiza desde 1994. O estudo foi realizado na cidade gaúcha de Veranópolis, com equivalência em população idosa às chamada zonas azuis  de um trabalho desenvolvido pela universidade de Harvard, localizando as regiões com maiores longevidade do mundo no arquipélago de Okinawa, no Japão, na ilha da Sardenha, na Itália, e em comunidades da Califórnia nos EUA, e da Costa Rica na America Latina.

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