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E-book sobre casos complexos em UTIs pediátricas auxilia profissionais da saúde

Casos complexos atendidos em Unidades de Terapia Intensiva Pediátricas (UTIPs) de diversas regiões do país compõem o e-book lançado recentemente pelo Hospital Moinhos de Vento. Elaborado para ser utilizado por profissionais da saúde como apoio nas tomadas de decisão no dia a dia, a coletânea é fruto das atividades de educação propostas ao longo do último ano e está disponível gratuitamente neste link.

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O livro digital “Casos Complexos em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica: uma perspectiva da telemedicina” faz parte do projeto TeleUTI, realizado em parceria com o Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). O conteúdo da publicação relata situações vividas na rotina das UTIPs de hospitais dos estados do Tocantins, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que são atendidas remotamente pelo Hospital Moinhos de Vento.

Entre julho de 2019 e outubro de 2020, foram realizados 13 encontros com uma hora de duração, que resultaram na descrição da conduta clínica de profissionais no atendimento de pacientes críticos pediátricos nessas instituições. As apresentações ocorreram com auxílio de recurso audiovisual, com duração de 15 minutos para exposição de cada caso e 45 minutos de discussão mediada por médicos especialistas na temática em debate. Os hospitais fazem parte do projeto “Qualificação da Assistência em Terapia Intensiva por Telemedicina – TeleUTI”, liderado pelo Hospital Moinhos de Vento.

De acordo com a médica Luciane Gomes da Cunha, uma das coordenadoras na elaboração do livro, os médicos especialistas discutiam nestes encontros simultaneamente cada caso. “Tivemos um dos centros participantes com um número significativo de Covid-19 em crianças — o que não se teve em nenhuma outra parte do país. Foi importante discutir isso com eles, porque foi uma realidade distante da nossa e que se tornou próxima pela tecnologia. Outro hospital trouxe informações sobre as internações frequentes de indígenas com picadas de cobra, outra realidade diferente da nossa no Sul. Percebemos que, publicando o livro, teríamos questões de patologias que, talvez, não sejam a rotina de muitos profissionais, mas que podem contribuir sob diversos aspectos”, afirma.

Para o chefe do Serviço de Pediatria do hospital, João Ronaldo Krauzer, o uso da telemedicina nas UTIs Pediátricas reduziu em até 50% a mortalidade em determinados casos. O médico reforça que o trabalho multidisciplinar garante a prática da medicina de melhor qualidade em qualquer estrutura hospitalar. “A magnitude desse projeto é o fato de poder levar medicina de ponta, terapia intensiva pediátrica de excelência para locais onde o acesso seria impossível”, conclui.

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“A escolha das unidades participantes foi baseada na necessidade do serviço. Não só necessidade técnica, mas de formação na parte científica também.”

— Lakin Smith

Sobre o projeto

O estudo sobre o impacto da utilização da telemedicina em UTI mostrou que o uso desta tecnologia pode reduzir as taxas de mortalidade e, de acordo com os relatos das equipes dos centros participantes, há uma satisfação em participar do projeto, tanto por parte dos profissionais como dos familiares dos pacientes atendidos. Iniciado em novembro de 2018, o TeleUTI, que utiliza a telemedicina para promover a educação à distância e discussão de casos clínicos, visando a sistematização do atendimento em UTIs de todo o Brasil, já capacitou mais de mil profissionais por meio de 53 encontros em atividades educacionais.

“O projeto tem uma proposta desafiadora, visto que temos unidades com diferentes perfis participando em todo o país. Além disso, provamos a  aproximação destes profissionais ao uso da tecnologia, uma necessidade atual. Por estarem diariamente focados na assistência, na prática, disponibilizar um tempo para parar e se aproximar de conteúdo científico é um desafio que traz uma rica troca de experiências. O conteúdo científico muitas vezes se torna inacessível a diferentes públicos e, neste projeto, conseguimos aproximar a ciência da prática profissional”, relata a pesquisadora do projeto, Hilda Maria Constant.

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