O Médico

Alerta para a trombose relacionada à Covid-19

Neste dia 13 de outubro, a área da saúde promove o Dia Mundial da Trombose,  campanha que tem como objetivo alertar a população sobre os perigos dos coágulos de sangue. A doença atinge 180 mil pessoas no Brasil por ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), mas trata-se de um problema global e urgente, agravado pela pandemia. Recentes pesquisas mostram que a Covid-19 torna o sangue mais “pegajoso”, o que pode aumentar o risco de coagulação.

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Além disso, os pacientes hospitalizados com a doença enfrentam riscos adicionais de coágulos sanguíneos. Estima-se que 5% a 10% dos pacientes internados em enfermaria com coronavírus tenham apresentado algum evento trombótico durante o tratamento, podendo chegar a 30% para pacientes internados em UTI – taxas muito altas se comparadas ao período pré-pandemia.

De forma geral, pacientes hospitalizados apresentam um risco aumentado de coágulos sanguíneos devido à imobilidade e/ou cirurgia. Cerca de 60% de todos os casos de tromboembolismo venoso ocorrem durante ou dentro de 90 dias de hospitalização, tornando-se a principal causa de morte hospitalar evitável. Um dos fatores que contribuem para a formação de coágulos é a estase – a estagnação do sangue. Esse quadro é muito comum em pessoas hospitalizadas, acamadas ou com pouca mobilidade.

Os cuidados devem ser redobrados com os pacientes reumáticos – condição que afeta o movimento de 12 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. De modo geral, eles são mais propensos a desenvolver trombose em função da atividade da doença que possuem e pelo uso de alguns medicamentos, como o corticoide, em altas doses. Entre as doenças associadas mais comuns estão: lúpus eritematoso sistêmico e vasculites como arterite de takayasu, doença de behçet e arterite de células gigantes.

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A campanha

Promovida pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH na sigla em inglês), a campanha conecta e capacita mais de 3 mil organizações parceiras e indivíduos de mais de 120 países.

A ação tem como principais objetivos aumentar a conscientização sobre a doença, reduzir o número de casos não diagnosticados, incrementar medidas para prevenção baseada em evidências, incentivar sistemas de cuidados de saúde de forma a criar estratégias para garantir “melhores práticas” para a prevenção, diagnóstico e tratamento e incrementar os recursos adequados para estas ações e o apoio à pesquisa para reduzir a carga da doença trombótica.​

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta global para reduzir em 25% o número de mortes prematuras por doenças não infecciosas até 2025. Para isso, é fundamental focar em medidas para redução da trombose, bem como no esclarecimento à população das suas causas e principalmente prevenção.

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